(27,28 e 29 de julho de 2008, dores do indaiá)
Vinho e ‘hortelã’, principalmente quando comemos suas sementinhas, podem render um tombo dos grandes.
Amigas fantásticas serão sempre fantásticas, mesmo ausentes. Delas, dá pra sentir muita saudade.
Violeta Parra vale muito à pena, e a Mercedes Sosa ainda vive.
Belo Horizonte vai ser sempre bela, e os amigos de lá, cada vez mais queridos. Agora já está nos meus planos adquirir um apartamento com vista para o Parque Municipal.
Virginianos estão suspensos do cardápio, definitivamente.
Não dá pra separar a vida em gavetas. Trabalho e vida pessoal, principalmente no meu caso, são indissociáveis, portanto relacionamentos amorosos com companheiros de trabalho também estão suspensos.
Expectativa alta = decepção grande.
Há sempre que se duvidar dos carinhos sinceros e palavras ternas, das certezas de que tudo vai ser muito bom e feliz, e aceitar que existem pessoas que realmente são muito medrosas e racionais ao extremo, ou então mentem pra cacete.
É delicioso sentir que se conhece mais da metade de um mundo e que a outra metade é inesgotável, havendo ainda, por isso, milhares de pessoas legais para serem conhecidas ao longo da vida.
Carrapato, ironicamente, é chamado de Garrapata pelos argentinos, e há hermanos que são a mais perfeita buena onda, como é o caso da Joana. Dessa relação, tira-se ainda um monte de coisas bacanas, e um carinho saudoso que há de se conservar por muito. (Tenho também um ótimo lugar pra ficar em Santa Fé e, a partir de agora, minhas trilhas de dança não serão mais as mesmas).
É difícil não dançar tudo, e teatro gestual é muito legal, principalmente quando feito por quem é muito bom.
Quebrar os joelhos é fundamental pra não cair tonto. O difícil é não ser tão dramático, é difícil limpar, ser clean.
Quartel do Indaiá, apesar dos carrapatos, fica comigo.
Algumas mães de amigas são tão legais que se tornam amigas também. Já a Fina vai ser sempre uma inspiração para a minha posteridade.
Esperar uma hora é um ótimo método pra não agir por impulso, fazer merda.
Por mais que eu tente, não consigo escapar do meu ciúme.
Dormir clandestinamente em pousadas do interior, principalmente em certas circunstâncias, pode render barracos com polícia e tudo. Redem também histórias engraçadíssimas. Ah, e sexo bom continua fazendo muito bem pro humor. Chega quase a curar as mazelas do coração.
Minha família continua sendo tão aconchegante como sempre, e por mais que eu não saiba quando volto, eu nunca demoro a voltar.
Sorvete não perde seu sabor nunca, mesmo no frio.
É importante saber um mínimo sobre a procedência de pretendentes em potencial, para que não se cometa o erro de ficar com a pessoa errada e se complicar por um monte de coincidências. O que não impede que disso possa surgir uma amizade bem querida.
Existem bares de jazz no interior que são uma ótima pedida caso você esteja abandonado numa cidade desconhecida, em plena madrugada de sábado.
Tem umas ligações que a gente não explica, fica um mês sem ter contato, e basta uma palavra de carinho pra retomar tudo do ponto onde apertaram o stop.
Viajar de carro é surpreendentemente mais gostoso que viajar de ônibus, e estar na estrada de tempo em tempo ajuda a dar movimento às coisas que parecem muito paradas.
Com camomila, hortelã faz muito bem pra a ansiedade, cura a carência.
Contar o mesmo drama trinta vezes para trinta pessoas diferentes é uma ótima forma de ficar bem sem pagar um terapeuta.
Ficar na beira de uma fogueira numa noite muito fria é delicioso, ruim é a sensação de frio muito maior que a gente sente quando ela se apaga.
Café em Minas é realmente um chazinho ralo, aguado e doce. Por isso, faço eu mesmo o meu ‘mingau’.
Por mais que a gente saiba que quando cair no redemoinho da rotina o tempo vai passar voando e o trabalho vai ajudar a amenizar as crises, dá um frio na barriga antes de pular. Talvez seja mesmo por saber.
A televisão brasileira anda cada vez pior, não é possível passar mais que cinco minutos assistindo a um programa de auditório sem sentir aflição e arranjar um bom motivo pra se levantar.
Quando a gente come todas as comidas gordas de uma vez só, em um mesmo dia, o organismo é enganado, e a gente não engorda nadinha.
O céu do inverno é o mais bonito, principalmente longe da cidade grande.
Quando dizem que o mundo é pequeno, dou-lhes total razão, até assino embaixo. É possível encontrar uma semelhança, um conhecido, uma coincidência quando a gente menos espera. Isso pode ser bom. Ou não.
Dá pra ser duro, frio e tentar não se envolver, mas, como já me disseram uma vez, “não adianta fingir que não sente, gente sente tudo, se envolve com tudo”. A crise vai ser sempre a mesma, e, talvez, também sejam as mesmas as minhas conclusões depis do verão que está por vir.
Mudam a intensidade da luz, a humidade, a temperatura... o sol, apesar de durar mais ou menos, vai ser sempre o mesmo...
(porque estou vivo, e bem vivo)

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